Foto: Politica Livre
O governador Jaques Wagner (PT) disse hoje que não vai “ficar” na disputa pela indicação de nomes ao ministério de Dilma Rousseff porque tem uma relação direta com a presidente eleita que facilita o atendimento dos pleitos do Estado. “Como eu tenho um canal direto com ela (Dilma) e a Bahia tem obras… Isto para mim é o mais importante. É mais importante ter os investimentos que eu quero para a Bahia, do que alguém dizer não, você já tem o ministério tal e ponto. Não é que eu não queria (ministérios), não. Cada baiano que estiver lá, pontua pra gente”, afirmou o governador.
Ele observou que se Dilma confirmar no Ministério da Igualdade Racial Luíza Bairros, que “é uma baiana, uma mulher, negra”, no Desenvolvimento Agrário Lúcia Falcon, “que começou trabalhando comigo no Sindquímica e depois no Dieese”, e no Ministério das Cidades o deputado federal Mário Negromonte (PP) ”é óbvio que isto me alegra, porque todo mundo quer ver um pouco de sua família representada. Agora, eu só chamo a atenção que todas as escolhas são ou dela (Dilma) ou na relação com os partidos. Então, o PP (partido de Negromonte), quem é que escolheu? A bancada do PP”.
Segundo Wagner, ele foi consultado pela presidente eleita com relação às três escolhas de quadros baianos. “Óbvio que ela veio me consultar e eu disse achar ótimo. No MDA, foi a bancada nordestina. No caso da Luíza, estava procurando uma mulher negra, que atuasse nesta área, ela me consultou se eu liberaria (Luíza, da secretaria estadual de Promoção da Igualdade). Óbvio que Dilma faz com isso uma homenagem à mulher baiana. É difícil você atender partido político e atender geograficamente. Quem tem que decidir isso é o partido político”, declarou o governador.
Para Wagner, se eventualmente o “nordeste petista não se sente bem representado, considera que sua participação no governo de Dilma Rousseff está aquém de sua representação”, então a reclamação não pode ser dirigida à presidente eleita, mas ao PT nacional. “Veja que PMDB garantiu cinco ministérios e botou três nordestinos, o PSB, se mantiver o que está dito, vai botar dois nordestinos na administração federal. Então, estou chamando a atenção que é uma questão partidária e não geográfica. Agora, a geografia vai a partir do partido”, declarou.( Políca Livre)

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