quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

DEM dá oito dias para Arruda se explicar sobre denúncias

A Executiva Nacional do DEM decidiu nesta terça-feira (1º) não expulsar imediatamente o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do partido. Por maioria, os membros que participaram da reunião desta tarde, no Senado, determinaram a abertura de um processo administrativo disciplinar contra o governador.
A cúpula do partido fixou prazo de oito dias para que governador apresente sua defesa. O DEM anunciou ainda até o dia 10 a legenda definará uma posição final sobre a expulsão ou não de Arruda do partido.
O governador do DF aparece em vídeos recebendo dinheiro e supostamente negociando o pagamento de mesadas a deputados distritais da base aliada. O escândalo do mensalão do DEM de Brasília começou no dia 27 de novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Caixa de Pandora. No inquérito, Arruda é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados.
Antes do começo da reunião, o líder do partido no Senado havia adiantado que a legenda estava dividida entre expulsá-lo de forma sumária ou instalar um processo com a fixação e prazos para decidir o futuro do governador.
O outro lado Mais cedo nesta terça, o governador do DF divulgou nota dizendo que apresentará “provas irrefutáveis de sua inocência e de que foi vítima de um complô urdido por um homem que tem mais de 30 processos por corrupção” –uma referência ao ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, que denunciou o suposto esquema de corrupção no governo.
Segundo Arruda, todos os processos contra Barbosa são do tempo em que o ex-secretário ocupava cargo de confiança no governo anterior, do ex-governador Joaquim Roriz, então no PMDB, hoje filiado ao PSC. De acordo com o a nota, Barbosa teria em suas denúncias a “ajuda de adversários políticos, e que, para se livrar da lama, jogou lama em todas as direções”.
(As informações são do G1)

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