
Nilo deixa tucanos para manter apoio a Wagner
A saída do deputado Marcelo Nilo do PSDB – ele entrega sua carta de desfiliação na segunda-feira pela manhã – é o primeiro passo para o governo conseguir agregar cerca de 12 deputados estaduais num único partido de base, junto com Otto Alencar, ex-governador e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A movimentação de Nilo com parlamentares visa fortalecer a candidatura do governador Jaques Wagner para 2010. É para esse outro partido, ainda indefinido – PTB, PSB ou PDT – que deverá migrar Nilo, que não descarta o PT caso as coisas não caminhem como previsto.
A desfiliação de Nilo, que preside o Legislativo baiano, acontece, coincidentemente, no dia em que os tucanos têm encontro com DEM para discutir e traçar estratégias para 2010. Ele está liberado pelo PSDB, por acordo, por isso não corre o risco de ser cobrado pela legenda, já que a Lei de Fidelidade Partidária diz que o mandato é do partido. "Se por acaso eu não conseguir nenhum partido que seja bom para mim, para os outros deputados e Otto, se não der certo, vou para o PT", revelou. O deputado faz questão de apoiar Wagner.
Não é para menos já que com o apoio de Wagner conseguiu ser eleito presidente da Assembleia Legislativa duas vezes. Por outro lado, fez campanha para o governador em 2006, embora apoiando Geraldo Alckmin (PSDB) para presidente, e tem sido leal a Wagner no Legislativo. Episódios como a "compreensão" para a convocação extraordinária, no fim de 2008, quando o governo precisava votar planos de cargos e salários dos servidores; ou as movimentações que fez em 2007 por ocasião da eleição do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o petista Zilton Rocha, são alguns exemplos disso.
Nilo calcula que o grupo dos 12, com ele e Otto, poderá agregar até 90 prefeitos em apoio a Wagner. Só na Assembleia, além de Nilo, iriam João Bonfim (sem partido), Emério Resedá (PSDB), Adolfo Menezes (PRP), Paulo Câmera (PTdoB), Maria Luiza Laudano (PTdoB), Reinaldo Braga (PSL), Nelson Leal (PSL), Ângelo Coronel (PR), Pedro Alcântara (PR) e Gilberto Brito (PR).
Fonte:Jornal A tarde
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